Barron Trump teria ganhado cerca de 80 milhões de dólares com investimentos em Bitcoin e criptomoedas. Ele fez uma aposta de venda a descoberto de vários milhões de dólares apenas 30 minutos antes do anúncio de tarifas de seu pai.
Em um escândalo que abalou Wall Street e o mundo das criptomoedas, rumores fervilham de que Barron Trump, o filho mais novo do presidente Donald Trump, acumulou uma fortuna de aproximadamente 80 milhões de dólares com negociações em Bitcoin e outras moedas digitais. A polêmica ganhou tração após revelações de que uma conta anônima, supostamente ligada ao jovem de 19 anos, abriu uma posição de venda a descoberto (short selling) no valor de milhões de dólares exatamente 30 minutos antes do anúncio surpresa de tarifas de 100% sobre importações chinesas, feito pelo próprio Donald Trump em 10 de outubro de 2025. O mercado de cripto despencou imediatamente, gerando lucros astronômicos para quem apostou contra a alta. Enquanto a Casa Branca nega veementemente qualquer envolvimento familiar, analistas questionam se isso configura insider trading, reacendendo debates sobre ética, poder e o casamento perigoso entre política e finanças digitais.

O episódio começou em uma quinta-feira aparentemente rotineira, mas que se transformou no maior colapso de liquidações na história das criptomoedas. Bitcoin, que havia atingido um recorde histórico de US$ 122.000 na véspera, mergulhou 17% em poucas horas, caindo para US$ 104.782. Ethereum e outras altcoins sofreram quedas ainda mais acentuadas, entre 20% e 40%, resultando em mais de US$ 19,1 bilhões em posições alavancadas liquidadas globalmente, segundo dados da CoinGlass. O S&P 500, índice de referência das ações americanas, recuou mais de 2%, seu pior dia desde abril. No epicentro da tempestade: um trader anônimo que, de acordo com relatórios do Economic Times e CoinDesk, faturou US$ 88 milhões em apenas 30 minutos ao shortar Bitcoin na exchange Hyperliquid. A conta em questão depositou 80 milhões de USDC para abrir uma posição alavancada 6x em 3.477 BTC, avaliados em US$ 419 milhões, com preço de liquidação em US$ 140.660. Outros depósitos subsequentes escalaram as apostas para mais de US$ 1,1 bilhão em shorts contra BTC e ETH.
O que torna isso explosivo é o timing impecável. O anúncio de Trump veio às 14h (horário de Washington), detalhando tarifas punitivas contra a China em resposta a “práticas comerciais desleais”, escalando tensões comerciais já ferventes. Mercados globais reagiram com pânico: ações de tecnologia, dependentes de cadeias de suprimentos chinesas, evaporaram bilhões, e o cripto, visto como ativo de risco, sofreu o pior. Fontes como o Reddit e Threads viralizaram a teoria de que Barron, conhecido por seu interesse precoce em tecnologia e jogos, seria o “whale” por trás da jogada. Postagens em fóruns como r/CryptoMarkets ironizam: “Barron Trump, gênio confirmado: 1,4 bilhão em trades lucrativos graças a skills insanas de leitura de mercado”. Outras alegam que ele dobrou a exposição 30 minutos antes do discurso, lucrando mais de US$ 200 milhões combinados em BTC e ETH. Embora não haja provas concretas ligando a conta diretamente a Barron – blockchains são pseudônimas –, o perfil de um “Bitcoin OG” de 2011, com histórico de 86.000 BTC inativos, alimenta especulações sobre conexões privilegiadas.
Barron, o mais discreto dos filhos Trump, tem sido catapultado para o centro das atenções por seu patrimônio estimado em US$ 150 milhões, segundo a Forbes. Grande parte vem de sua participação de 10% na World Liberty Financial, uma plataforma de cripto lançada por ele ao lado do pai e do irmão Donald Jr. em 2024, que já faturou US$ 1,5 bilhão. Após impostos, sua fatia rendeu cerca de US$ 38 milhões, somados a outros investimentos em produtos cripto, totalizando US$ 123 milhões. Aos 19 anos, Barron se formou no Bishop Moore Catholic High School e estuda ciência da computação na Universidade da Pensilvânia, com relatos de que ele codifica bots de trading e minerou Bitcoin em segredo durante a pandemia. Seu irmão Eric, com US$ 750 milhões em cripto via American Bitcoin, e Don Jr., com US$ 500 milhões, pintam um quadro familiar de apostas bilionárias no digital. Críticos, porém, veem nisso uma extensão do império Trump: “Eles manipulam mercados para enriquecer enquanto o povo paga a conta”, tuitou um analista da BloombergNEF.

A reação foi imediata e furiosa. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC) anunciou uma investigação preliminar em 12 de outubro, focando em “possíveis violações de insider trading” relacionadas a anúncios presidenciais. Reguladores chineses retaliaram com ameaças de sanções a exchanges americanas, enquanto o Congresso democrata exige audiências. No X (antigo Twitter), #BarronCryptoKing e #TrumpInsider explodiram, com 2,5 milhões de menções em 24 horas. Defensores de Barron argumentam que é coincidência: “Ele é um prodígio tech, não um insider”, postou um influenciador cripto. Mas céticos apontam padrões: durante o primeiro mandato de Trump, volumes de calls em ações subiram antes de tweets sobre tarifas, e rug pulls em cripto memecoin ligadas à família coincidiram com anúncios. Um pesquisador da Lookonchain destacou a conta Satoshi-era depositando US$ 30 milhões em USDC para shorts 12x em 76.242 ETH, gerando US$ 27 milhões em lucros não realizados – e questionou: “Como ele sabia?”
Economicamente, o impacto é sísmico. A China, maior mineradora de Bitcoin (60% global), viu fazendas de mineração desligarem por medo de retaliações, empurrando o hashrate da rede para baixo 15%. Investidores estrangeiros, como um usuário do Reddit de fora dos EUA, declararam: “Perdi confiança nas ações americanas; vou sacar tudo”. Trump, em coletiva no dia 11, desdenhou: “Fake news liberal! Meu filho é um gênio, mas isso é perseguição política”. Barron, mantendo o perfil baixo, não comentou publicamente, mas fontes próximas dizem que ele doou US$ 5 milhões de lucros passados para caridade tech-educação.
Esse caso expõe as fissuras no ecossistema cripto, onde transparência blockchain colide com segredos de Estado. Regulamentação, há anos debatida, ganha urgência: projetos como o FIT21 no Congresso visam barrar abusos, mas lobbies cripto resistem. Para Barron, é um rito de passagem turbulento – de garoto quieto na Casa Branca a suposto magnata das moedas digitais. Se confirmado, seus US$ 80 milhões não são só lucro; são um lembrete de que, na era Trump 2.0, o poder familiar pode mover mercados mais rápido que qualquer algoritmo. Enquanto investigações prosseguem, uma coisa é certa: o próximo anúncio de tarifas será escrutinado como nunca. O mundo das finanças digitais nunca mais será o mesmo.
